Segue-se um texto de Eugénio Queirós (jornalista do Record) publicado no seu blog pessoal. Certamente que todos temos direito às nossas ideias e opiniões. Não somos obrigados a ter todos a mesma visão. Mas as nossas opiniões tal como a nossa liberdade de expressão tem de ter algumas regras e padrões bem definidos. O desrespeito pelo próximo é sem dúvida uma das regras fundamentais a preservar para que a liberdade de expressão possa ter toda a sua potência livre e se possa assim desenvolver e ecoar por todo e qualquer meio de comunicação existente entre todos nós. Tal como não toleramos opiniões racistas ou xenófobas, tal como condenamos os ideais que levaram ao Holocausto, ao genocídio do Ruanda ou à destruição da Amazónia, temos o dever de condenar severa e justamente as ideias expressas por este dito jornalista mas que na realidade não passa de um ser mesquinho, repugnante e seguramente com algum trauma psicológico de extrema gravidade.
"PARA QUÊ?" (por Eugénio Queirós)
"De 4 em 4 anos, a seguir aos Jogos Olímpicos, lá vem a história dos Paralímpicos. O pessoal com "handicap" (físico ou mental) aproveita as instalações desportivas olímpicas e vai também à caça à medalha. O Mundo considera isto um acontecimento! Mas não é. Quando muito é uma boa ideia que sobretudo serve de motivação a quem nasceu e cresceu com problemas. De aí até fazer dos Jogos Paralímpicos um acontecimento, com páginas de jornal, vai uma grande distância. A não ser pelo bizarro da coisa... Só consigo encontrar uma explicação para isto: os "eficientes" justificam a sua geral indiferença pelos "outros" com este tipo de paternalismo. A treta do costume. O desporto de alta competição nada tem a ver com esta espécie de ATL com cães-guias, próteses da Puma e jogos de salão...
"De 4 em 4 anos, a seguir aos Jogos Olímpicos, lá vem a história dos Paralímpicos. O pessoal com "handicap" (físico ou mental) aproveita as instalações desportivas olímpicas e vai também à caça à medalha. O Mundo considera isto um acontecimento! Mas não é. Quando muito é uma boa ideia que sobretudo serve de motivação a quem nasceu e cresceu com problemas. De aí até fazer dos Jogos Paralímpicos um acontecimento, com páginas de jornal, vai uma grande distância. A não ser pelo bizarro da coisa... Só consigo encontrar uma explicação para isto: os "eficientes" justificam a sua geral indiferença pelos "outros" com este tipo de paternalismo. A treta do costume. O desporto de alta competição nada tem a ver com esta espécie de ATL com cães-guias, próteses da Puma e jogos de salão...
PS - Presente em Pequim, Laurentino Dias considerou a conquista de uma medalha de ouro em Boccia (?????????) "o momento mais bonito do meu mandato". Ok, já sabíamos que não está a ser um grande mandato - o que não sabíamos é que ia assim tão mal..."
Penso que após a leitura deste texto tão grandioso para o futuro dos nossos ideais só podemos propor que este senhor deixe de ser jornalista e passe a fazer conferências por todas as escolas primárias, preparatórias e secundárias do país de forma a garantirmos que as nossas crianças cresçam recheadas de valores e princípios que seguramente farão deste país um grande país no futuro!
Honestamente penso que este senhor devia ser proíbido de escrever, falar ou transmitir as suas verdades de qualquer outra forma possível.
Sinto-me triste por saber que ele chegou a jornalista...
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