Na infância não há tempo. Somos cão, somos gato, somos bombeiros e polícias. Alpinistas ou futebolistas. Somos as maiores bailarinas, somos feiticeiros e heróis. A mente não conhece limites nem fronteiras. Falamos as mais variadas línguas, todas maternas, todas nossas, todas fantasia. Na infância somos tudo. Sonhamos ser tudo em sonhos que são tão reais quanto a realidade é sonho. Na infância não há medo, não há fronteira, não há barreira que limite o navegar da nossa mente. Na infância somos tudo. Tudo menos humanos. Sonhamos e somos tudo menos aquilo que vamos ser. Só depois nos ensinam a ser homens e mulheres.
"Não é de um tempo que tenho saudade. Saudade tenho é de não haver tempo nenhum".
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