A idade da reforma tem vindo a aumentar. É compreensível e até necessário se tivermos em conta o envelhecimento da população. No entanto parece-me claro que tal cenário não deveria ser equacionado para determinadas profissões, como enfermagem, polícia ou outras que são de desgaste rápido e em que a frescura física e mental são fundamentais.
O que parece estar a ser esquecido é outro tipo de reforma. Talvez fosse importante reflectirmos sobre a necessidade de criar uma idade de reforma para declarações públicas. Depois das opiniões expressadas publicamente por Almeida Santos acerca das obrigações e deveres dos deputados, parece que o Cardeal José Policarpo ficou ofendido por este se ter antecipado na demonstração de senilidade e não quis perder tempo na luta pelo pódio dos "acabados para o pensamento". E não só não quis perder tempo como quis mostrar que está vivo e cheio de força na luta ou não fossem as suas declarações tão bombásticas! Ao que parece, de acordo com o Cardeal português, as jovens devem reflectir muito bem antes de casar com homens muçulmanos pois tal casamento pode causar-lhes muitos problemas. Sinceramente não sei de que problemas fala. Será que se refere à ausência de porco nos manjares caseiros? Ou talvez ao facto de terem de ver o seu marido ajoelhado de vez em quando? Se calhar é porque depois talvez não possam beber vinho. Não sei. Não sei qual a lógica. Mas se isto se tratasse de um tesourinho deprimente seria difícil escolher vencedor entre Almeida Santos e José Policarpo. Talvez o segundo ganhasse um ponto extra por insultar muitas nacionalidades ao contrário do primeiro que só insultou os portugueses.