No próximo dia 13 de Outubro realizar-se-à uma tourada no Campo Pequeno que visa a angariação de fundos para a Fundação LVida e para os seus projectos sociais em África. Ajude-nos a reduzir a fome em África dizem eles. É sem dúvida uma questão interessante esta. Uma tourada como obra de beneficência. Não me parece algo que possa ser interligado no entanto, o radicalismo, que tanto tenho lido nas reacções a este evento, a nada leva. Aliás a intolerância só deve ser aplicada nos intolerantes e como tal não me parece que este seja o caso. Não sou adepto de touradas. Não vejo nem gosto. Mas sei que a única forma de mudar o mundo é começando dentro de nós e cultivando os que nos rodeiam, sem imposições nem fundamentalismos. Essas atitudes apenas geram o incremento das crenças/ideais que procuramos refutar.
Ainda assim prefiro saber que de uma tourada pode sair algo de bom. E é necessário recordar que a Fundação LVida não é patrocinadora mas sim a entidade escolhida pela organização para doar a receita do evento. Com o tempo terminaremos com este espectáculo degradante. Mas não se esqueçam de uma coisa caros anti-touradas, lembrem-se do touro quando conseguirem acabar com a actividade. É que ele só existe porque existem touradas. Não se refugiem, como é habitual, nos vossos valores egocêntricos e pseudo-altruístas. Lembrem-se de como manter o touro vivo e livre.