Anda tudo doido! O governo salva o Banco Privado, o Almeida Santos diz que não devia haver votações no parlamento à sexta feira à tarde e os sindicatos são liderados por gente que não conhece a profissão!
O Banco Privado não é uma banco convencional. Não se trata de um banco em que o cidadão comum deposita o seu ordenado, faz as suas contas poupança e contrai os seus empréstimos para a habitação ou para a universidade dos filhos. Não. Nada disso. O Banco Privado é um banco unicamente de investimentos. Sem balcões, sem exposição nas ruas e avenidas, desde que se tenha um mínimo de 100 000€ é possível entregar este dinheiro ao Banco Privado para que este invista o dinheiro. Ou seja, é uma espécie de corrector da bolsa mas com um nome de banco. Por que razão deveremos todos nós salvar este "banco"? Talvez de agora em diante se o Berardo perder uns milhões na bolsa venham buscar ao bolso do contribuínte o necessário para o salvar. Talvez devessemos começar a compensar as quedas do PSI-20 e doar às empresas cotadas na bolsa de Lisboa todo o valor que percam em cada sessão!!!
O sr. Almeida Santos tem alguma desculpa, ao contrário do governo, dada a sua idade e possível estado de senilidade. Ora bem, de acordo com este ex-presidente do Parlamento "não se paga aos deputados o suficiente para eles serem todos apenas deputados", e continua, "um advogado se tem um julgamento não pode estar na assembleia e no julgamento ao mesmo tempo", e se ainda não chegasse, as suas declarações vão mais longe ainda, ora vejamos, "há justificações para as faltas...é verdade que a sexta feira é em si própria uma justificação porque é a véspera do fim de semana, eu compreendo isso", FANTÁSTICO!!! E termina com, "o que talvez seja errado é que as votações sejam à sexta feira." LINDO!!! Afinal ser deputado é um direito e não um dever. Afinal parece que eles são eleitos mas não queriam e por isso queixam-se das condições depluráveis e a cheirar a escravatura que têm. Afinal ser deputado não é um trabalho mas sim um titulo que o povo atribuí a uns pobres coitados que nem queriam estar ali e assim vêem-se forçados a faltar ao trabalho para cumprir o seu outro trabalho que é na verdade o seu ganha pão, porque os deputados ganham mal. Gostaria de saber se um desses advogados que são deputados também usa como justificação para adiar um julgamento o facto deste ter sido marcado para sexta feira à tarde...?!?!?! Pelo amor de Deus...
Por fim não esqueçamos os sindicatos, em especial o dos professores, ou melhor, os dos professores, que tão na ribalta têm andado. Estes sindicatos são presididos e compostos por pessoas que não exercem a actividade de professor, em muitos casos, há mais de 20 anos. Ora se não sabem o que é uma sala de aula como saberão os problemas actuais que nela se vivem? Se não trabalham numa escola há 20 anos como sabem como ela funciona agora? Não sabem. O que eles sabem é que se não existirem lutas sindicais o seu posto de trabalho não tem qualquer função activa e indispensável pelo que se torna imperativo que existam lutas sindicais frequentes. Infelizmente para agravar a situação quem paga este comportamento lascivo e vergonhoso são os alunos e os pais dos alunos. Em última análise somos também todos nós já que como se trata de um sindicato da função pública é o contribuínte que lhes paga o ordenado. Tudo de acordo desde que um sindicato de professores não tenha mais de 2000 parasitas que não fazem rigorasamente nada a não ser garantir o seu posto inútil.
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