A Grécia parece um centro de perdidos e achados. É que perdidos lá andam eles mas lá vão encontrando algumas saídas airosas, ao melhor estilo político do terceiro mundo europeu. Depois de um caminho percorrido a solo eis que surge a medida democrática do referendo. Caso para perguntar, agora? Terá sido uma piada no seio da tragédia grega? Ou estão à procura de escrever uma odisseia dos tempos modernos?
Falando em democracia. Parece que houve uma votação relativa à Palestina na UNESCO. Digo parece porque ouvi dizer que Portugal se absteve. Vou continuar a pensar que isso é um desses boatos mesquinhos que às vezes circulam por aí. Não acredito que fossemos capazes! Mas o melhor dos boatos é sobre os líderes da democracia e da liberdade, ou assim se autodenominam eles. Dizem as más línguas que os EUA votaram contra e que, como não se fez a sua vontade, retaliaram retirando o seu financiamento à UNESCO (1/5 do orçamento ao que parece). Isto cheira-me a propaganda russa, só pode. É verdade, e que é feito dos russos? Têm andado muito calados. Deve ser para ninguém perceber que o conceito da União Soviética está a renascer, ou não fosse a livre circulação entre Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão uma nova realidade.
Mas por cá também vamos fazendo as nossas jogadas tipo Casa dos Segredos. O Duarte Lima está lá escondidinho na sua modesta e humilde casa, na esperança de que a justiça brasileira seja como a nossa e tudo caia no esquecimento ou, melhor ainda, prescreva. Mas o Miguel Sousa Tavares já lhe deu uns caldos em horário nobre na SIC. O Cavaco começa a mostrar sinais de Alzheimer nos discursos, pois agora é manifestamente contra todas as posições que assumiu quando era Primeiro Ministro. O Passos Coelho desorientou-se geograficamente, ou então perdeu noção de identidade (talvez por culpa dos ministros que importou) e foi fazer discursos sobre política nacional para o Paraguai. E até o Jorge Jesus já foi promovido a analista político e especialista na crise. Bem sabemos que é catedrático mas se calhar estas águas já são muito fundas para ele. Ainda assim lá fez um comentário assertivo mas que o nosso eloquente poeta Manuel Alegre não conseguiu engolir e lá foi, enraivecido e enfadado, chamar de demagogo ao Jesus. E não posso esquecer a nossa gigante EDP. Tem lucros que rondam os 1000 milhões de euros mas recusa contribuir para ajudar o país. Claro que isso não surpreenderia ninguém se soubessem que 53% do total da factura da electricidade são...subsídios! Mas de subsídios vive o país há 30 anos...
E no meio da crise Inglaterra faz investimentos de fundo e que irão revolucionar todo o tecido socioeconómico. 1 bilião de libras em veículos militares! (anúncio de David Cameron e Philip Hammond - The Guardian 25 de outubro) Talvez se estejam a precaver para uma internacionalização do movimento "Occupy Wall Street". É que as imagens nos EUA fazem lembrar aquelas quezílias tipicamente argentinas, com os adeptos do Boca a massacrarem os meninos do bairro La Plata. Mas convenhamos que as pessoas exageram. Afinal 1% da população americana controla 40% da riqueza. Aqui na Europa há pouco mais de 150 anos, na maioria dos países, 1% controlava 100% da riqueza. Chamavam-lhes nobreza e clero. Está bem, ok, em meados do século XX nos EUA esse 1% só controlava 20%. Ou bem que têm bom olho para o negócio ou então pode ser que seja um complexo, de um país sem história e que está a tentar reclamar o seu direito sobre uns séculos de povo, nobreza e clero. Afinal já se ensina o criacionismo nas escolas americanas, em vários estados.
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