“Assim vai o mundo, a chutos e pontapés, enfrentamos ventos e todas as marés” começam por dizer os Gpro Fam, grupo de hip-hop Moçambicano. O escândalo em Inglaterra parece não ter fim à vista. Gordon Brown rejeita demitir-se enquanto os seus ministros vão pagando as suas vidinhas com os dinheiros públicos. Duvido que seja caso isolado na Europa e, aliás, não o é. Basta olhar para Berlusconi que utiliza os aviões da Força Aérea italiana para levar as meninas para as festas de loucura na sua casa (ou melhor, numa das suas casas).
Em África vira o disco e toca o mesmo. Na Guiné-Bissau são golpes e contragolpes. Todos querem mandar…democraticamente ao estilo africano. No lado da estabilidade temos uma troca no pódio. Omar Bongo, Presidente do Gabão, morreu, deixando assim o 1º lugar de mais antigo chefe de estado no poder para Kadhafi, líder da Líbia desde 1969. Mas não só em África ocorrem estas longevidades presidenciais. O Médio Oriente e a Ásia são também experts na matéria. As eleições no Irão preparam-se para reeleger Ahmadinejad, mostrando que a política iraniana não irá sofrer alterações significativas nos próximos tempos. Enquanto isso a Coreia do Norte ameaça com ofensiva militar se a ONU insistir nas sanções àquele país devido aos testes nucleares.
No continente americano o México continua a ser falado pela Gripe A mas vão-se esquecendo as verdadeiras notícias e vergonhas mexicanas. Acapulco, antigo famoso destino turístico é hoje uma cidade entregue aos barões da droga e em total estado de sítio. Desde Janeiro de 2009 registaram-se 2706 mortes relacionadas com os cartéis de droga. Falando da Gripe A refira-se que a OMS acabou de decretar estado de pandemia e que se prevê 25% da população mundial a ser infectada. Quem procura comprar bilhetes de avião para os próximos meses talvez seja melhor aguardar, não vão as autoridades definir novas regras de deslocação e limitações aos destinos de viagem.
Sem esquecer a palavra avião, a tragédia da Air France deixou muita gente em estado de choque e muitas famílias diminuídas. Sem querer de modo algum faltar ao respeito destas famílias que se encontram de luto, é apenas curioso que uma das companhias aéreas que mais agressividade mostra no que respeita a companhias africanas serem autorizadas a voar em céus europeus, tenha agora um acidente muito grave e que se suspeite de falha técnica num sensor, sendo que era um erro já conhecido da companhia. Talvez devêssemos reavaliar como funcionam as companhias aéreas em todo o mundo e as empresas construtoras de aviões.
No meio de tudo isto por Portugal a notícia do momento é o Cristiano e os exames nacionais. O Cristiano foi caro? Não sei. Não sou gestor do Real Madrid. Honestamente acho que o que uma empresa privada faz com o seu dinheiro é problema dela. Se for bom negócio, bom para eles. Se for mau…sofrerão as consequências. Já os exames nacionais…bom não sei o que querem fazer do nosso futuro mas a protecção das crianças é em relação a maus tratos, trabalho infantil e abuso sexual. Não podemos continuar a achar que exigir é psicologicamente mau para os jovens. Cada vez chegam piores ao ensino superior. Educação e preparação escolar são coisas que não trazem na bagagem. A comunicação social tanto explora os exames nacionais de uma forma depreciativa que hoje em dia já voltamos ao sistema de apenas 2 exames nacionais no 12º. Mas para compensar no 10º e no 11º também existem alguns exames que no meu tempo se chamavam provas globais. Sinceramente eu tive globais a tudo no 10º, globais a tudo no 11º e exames nacionais a tudo no 12º (excepção feita a uma disciplina que era global e não exame nacional). Não vi ninguém sofrer, ficar deprimido ou acabar com o seu futuro devido ao stress. É por estas coisas que os meninos chegam ao ensino superior a achar que podem conduzir o camião do lixo. Primeiro é preciso varrer muitas ruas e depois, só depois, alguns, e só alguns, terão a chave do camião. Já é hora de abrir os olhos à tão esperada Nova Geração.
E já agora, para quando uma reportagem séria sobre a abstenção nas europeias? E não só ao nível de Portugal mas sim a nível europeu.
“Rumo à paz, liberdade, compreensão, entre os povos, não importa a religião.” Continuam os Gpro Fam. Parece que esta segunda parte da frase é mais ao estilo de Obama. Barak Obama aproveitou a visita ao Cairo e discursou apelando a uma nova forma de estar, a uma aproximação entre as diferenças, ao aperto de mão entre o Ocidente e o Islão. Obama não surpreendeu mas trouxe um alívio pois confirmou aquilo que já se esperava dele.
Noutro tema, o português Miguel Bastos Araújo fala do Condomínio da Terra. Este investigador pertencente aos quadros da Universidade de Oxford, ao Museu de Ciências Naturais de Espanha e titular da Cátedra Rui Nabeiro da Universidade de Évora é uma das grandes autoridades mundiais em biodiversidade. Apresenta um discurso de algum modo a fazer lembrar George Carlin se bem que volta ao tema da gestão comum dos recursos do planeta. Nesta entrevista ele não aborda esse tema mas seria interessante saber se para ele o petróleo faz parte dos recursos comuns ou não. É sempre giro ouvir falar na internacionalização da Amazónia, da gestão comum das Galápagos ou ainda do controlo sobre os parques africanos ser feito pelo ocidente. Mas a justificação dada para estas ideias é sempre a de que isto são recursos comuns a toda a humanidade, importantes para todos nós. Também o petróleo. Se o gerirmos todos, se as petrolíferas forem “internacionalizadas” e geridas por todos então a Amazónia, as Galápagos e todos os parques naturais deste mundo também o devem ser.
Em África vira o disco e toca o mesmo. Na Guiné-Bissau são golpes e contragolpes. Todos querem mandar…democraticamente ao estilo africano. No lado da estabilidade temos uma troca no pódio. Omar Bongo, Presidente do Gabão, morreu, deixando assim o 1º lugar de mais antigo chefe de estado no poder para Kadhafi, líder da Líbia desde 1969. Mas não só em África ocorrem estas longevidades presidenciais. O Médio Oriente e a Ásia são também experts na matéria. As eleições no Irão preparam-se para reeleger Ahmadinejad, mostrando que a política iraniana não irá sofrer alterações significativas nos próximos tempos. Enquanto isso a Coreia do Norte ameaça com ofensiva militar se a ONU insistir nas sanções àquele país devido aos testes nucleares.
No continente americano o México continua a ser falado pela Gripe A mas vão-se esquecendo as verdadeiras notícias e vergonhas mexicanas. Acapulco, antigo famoso destino turístico é hoje uma cidade entregue aos barões da droga e em total estado de sítio. Desde Janeiro de 2009 registaram-se 2706 mortes relacionadas com os cartéis de droga. Falando da Gripe A refira-se que a OMS acabou de decretar estado de pandemia e que se prevê 25% da população mundial a ser infectada. Quem procura comprar bilhetes de avião para os próximos meses talvez seja melhor aguardar, não vão as autoridades definir novas regras de deslocação e limitações aos destinos de viagem.
Sem esquecer a palavra avião, a tragédia da Air France deixou muita gente em estado de choque e muitas famílias diminuídas. Sem querer de modo algum faltar ao respeito destas famílias que se encontram de luto, é apenas curioso que uma das companhias aéreas que mais agressividade mostra no que respeita a companhias africanas serem autorizadas a voar em céus europeus, tenha agora um acidente muito grave e que se suspeite de falha técnica num sensor, sendo que era um erro já conhecido da companhia. Talvez devêssemos reavaliar como funcionam as companhias aéreas em todo o mundo e as empresas construtoras de aviões.
No meio de tudo isto por Portugal a notícia do momento é o Cristiano e os exames nacionais. O Cristiano foi caro? Não sei. Não sou gestor do Real Madrid. Honestamente acho que o que uma empresa privada faz com o seu dinheiro é problema dela. Se for bom negócio, bom para eles. Se for mau…sofrerão as consequências. Já os exames nacionais…bom não sei o que querem fazer do nosso futuro mas a protecção das crianças é em relação a maus tratos, trabalho infantil e abuso sexual. Não podemos continuar a achar que exigir é psicologicamente mau para os jovens. Cada vez chegam piores ao ensino superior. Educação e preparação escolar são coisas que não trazem na bagagem. A comunicação social tanto explora os exames nacionais de uma forma depreciativa que hoje em dia já voltamos ao sistema de apenas 2 exames nacionais no 12º. Mas para compensar no 10º e no 11º também existem alguns exames que no meu tempo se chamavam provas globais. Sinceramente eu tive globais a tudo no 10º, globais a tudo no 11º e exames nacionais a tudo no 12º (excepção feita a uma disciplina que era global e não exame nacional). Não vi ninguém sofrer, ficar deprimido ou acabar com o seu futuro devido ao stress. É por estas coisas que os meninos chegam ao ensino superior a achar que podem conduzir o camião do lixo. Primeiro é preciso varrer muitas ruas e depois, só depois, alguns, e só alguns, terão a chave do camião. Já é hora de abrir os olhos à tão esperada Nova Geração.
E já agora, para quando uma reportagem séria sobre a abstenção nas europeias? E não só ao nível de Portugal mas sim a nível europeu.
“Rumo à paz, liberdade, compreensão, entre os povos, não importa a religião.” Continuam os Gpro Fam. Parece que esta segunda parte da frase é mais ao estilo de Obama. Barak Obama aproveitou a visita ao Cairo e discursou apelando a uma nova forma de estar, a uma aproximação entre as diferenças, ao aperto de mão entre o Ocidente e o Islão. Obama não surpreendeu mas trouxe um alívio pois confirmou aquilo que já se esperava dele.
Noutro tema, o português Miguel Bastos Araújo fala do Condomínio da Terra. Este investigador pertencente aos quadros da Universidade de Oxford, ao Museu de Ciências Naturais de Espanha e titular da Cátedra Rui Nabeiro da Universidade de Évora é uma das grandes autoridades mundiais em biodiversidade. Apresenta um discurso de algum modo a fazer lembrar George Carlin se bem que volta ao tema da gestão comum dos recursos do planeta. Nesta entrevista ele não aborda esse tema mas seria interessante saber se para ele o petróleo faz parte dos recursos comuns ou não. É sempre giro ouvir falar na internacionalização da Amazónia, da gestão comum das Galápagos ou ainda do controlo sobre os parques africanos ser feito pelo ocidente. Mas a justificação dada para estas ideias é sempre a de que isto são recursos comuns a toda a humanidade, importantes para todos nós. Também o petróleo. Se o gerirmos todos, se as petrolíferas forem “internacionalizadas” e geridas por todos então a Amazónia, as Galápagos e todos os parques naturais deste mundo também o devem ser.
Sem comentários:
Enviar um comentário